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carros antigos & caminhões e ônibus de época

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ÔNIBUS CARROCERIAS METROPOLITANA (CERMAVA IPANEMA ) / GRUPO COROA BRASTEL ( ASSIS PAIM CUNHA ).

A Fábrica de Carrocerias Metropolitana, foi fundada em 1954 por Fritz Weissman no bairro de Ramos, na cidade do Rio de Janeiro.
Foi pioneira no uso do duralumínio na fabricação de carrocerias, concorrendo com a Ciferal nesse nicho de mercado.
Durante as décadas de 1950 a 1970 liderou o mercado de ônibus urbano no Rio de Janeiro, até ser adquirida pela CAIO em janeiro de 1976.
Encerrou suas operações em 1980, já com o nome de CAIO Rio.

Assis Paim Cunha nasceu na cidade de Vassouras em 1928, foi um ex-vendedor da rede Ponto Frio, que sempre buscou entender o comportamento dos mercados das classes B e C. No começo da década de 70 sentiu-se experiente o suficiente para abrir seu próprio negócio. Assim, fundou a Brastel, a partir da fusão das lojas Cobrás e Telegeo formando as lojas Cobrás Telegel Artigos Domésticos S.A e em 10 anos Assis Paim criou um dos maiores grupos empresariais do país.
Paim chegou a ser um dos homens mais ricos e influentes do Brasil, seus bens pessoais eram compostos por mais de 2 mil imóveis, uma fazenda de 80 mil hectares no Pará e uma área de 33 mil quilómetros quadrados, perto de Angra dos Reis, que se estendia até o pé da Serra da Bocaina.

Da união da Cobrás e Telegel formou-se o braço comercial do grupo liderado pelas Lojas Brastel (Móveis e eletrodomésticos), Brascasa (Materiais de Construção) e Brastel Feijão com Arroz (Supermercados Populares) na época uma poderosa rede com 250 lojas em seis estados brasileiros, com 12 mil empregados reunidas na SNCI-Sociedade Nacional de Comercialização Integrada Ltda.
No campo da publicidade as Lojas Brastel eram agressivas e popularescas seu slogam era “ Na Brastel, tudo a preço de banana! ” tornou-se conhecido através das propagandas em jornais, radio e televisão.

O braço financeiro o grupo era composto pela holding Coroa Administração e Participações S/A. O grupo estava presente também na área de serviços e agroindústria formando no total um grupo de mais de 30 empresas que faturava US$ 1 bilhão por ano.
Em 1983 O Grupo Coroa Brastel era classificado na 40º posição ente os conglomerados privados nacionais.
Suas lojas vendiam bem, o avanço das lojas de departamentos estava acabando com as pequenas redes familiares de eletrodomésticos, preocupando os fabricantes nacionais as multinacionais fabricantes de eletrodomésticos viam nele a tábua de salvação. Concederam então empréstimos para que comprasse lojas quebradas, pagando em dois anos com juros abaixo do mercado.
Assim, teve início a grande expansão do grupo Coroa-Brastel no ramo do comércio.

O negócio desandou em 1981, quando Paim comprou a Laureano Corretora endividada por imposição do governo que em troca ofereceu a Paim, para ficar livre de limitações impostas ao financiamento de compras a prazo na Brastel. Para absorvê-la, montou uma operação onde um empréstimo obtido junto a Caixa Econômica Federal seria utilizado no reforço de capital de giro do grupo e no plano de expansão da Brastel, porem esse dinheiro foi usado para quitar as dividas da Laureano. Para pagar o empréstimo com a CEF a Coroa começou a emitir letras de cambio sem lastro financeiro (vendas de eletrodomésticos, por exemplo) para financiar-se.
Logo se descobriu que ele pagava juros muito acima dos de seus concorrentes e o mercado financeiro começou a desconfiar da prática e a Coroa começou a ter dificuldade para vender esses titulos, pois enquanto o mercado pagava 150% ao ano a Coroa pagava 250% e para cobrir esse rombo era emitido cada vez mais letras frias impressas nas dependências da financeira,agindo dessa maneira sua situação financeira ficou periclitante.
Em 27 de Junho de 1983 o Banco Central interveio na Coroa S.A. Crédito, Financiamento e Investimento e se viu o maior escândalo financeiro de todos os tempos.Cerca de 34.000 credores foram lesados o que equivaleria a cerca de R$ 250 milhões.
Com a falência do seu braço financeiro o Grupo Coroa Brastel foi deixando de pagar os fornecedores e bancos o que acarretou vários pedidos de falência.

Na época do escândalo dois grupos se interessaram pelas Lojas Brastel,o Grupo Pão de Açúcar e o extinto Grupo Fenícia (Lojas Arapuã) mas a negociação não evoluiu devido a situação complicada do grupo.
A liquidação do grupo empresarial Coroa Brastel se prolongou por mais de duas décadas. Assis Paim Cunha passou levar uma vida modesta enquanto se dedicava a provar que a intervenção no seu grupo foi motivada apenas por pressão política de seus inimigos.
Em 22/10/2008 morreu Assis Paim Cunha vitimado por ataque cardíaco. Ele se tornou um caso único: o de ex-empresário brasileiro que perdeu a empresa e ficou realmente pobre conseguindo quitar os débitos de sua rede de eletrodomésticos. Porem os 34 mil investidores prejudicados na quebra do Coroa jamais tiveram seu dinheiro de volta, pois ele afirmava que a responsabilidade era também do Banco Central.

Pesquisa - Castro Cellini
Foto - Luiz Bareza

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04/02/2013 Publicada por APUZZO / AUTOMODELLI

  
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